

👉👽🗣⚖🧐😱🚨🚔📢🐭🐁🐀 Investigado por suspeita de desvio de emendas, Eduardo Cunha planeja candidatura a deputado em MG
Ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal por suspeita de desvios de emendas parlamentares. Cunha atuou na Câmara por quatro mandatos como deputado do RJ.
Por Redação g1
Por Redação g1
PF suspeita que Eduardo Cunha desviou emendas parlamentares
O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG) foi alvo de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 6 milhões por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
A decisão é de 6 de julho e foi divulgada neste domingo (12). Em nota, a defesa de Cunha diz que o ex-deputado não havia sido chamado a prestar esclarecimento no âmbito da investigação e nega irregularidades (leia na íntegra abaixo).
Cunha ganhou protagonismo na política nacional entre fevereiro de 2015 e meados de 2016, quando foi presidente da Câmara dos Deputados e aceitou a abertura do processo que levou ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
Um trecho da decisão de Dino afirma que o ex-deputado revelou contar com uma “cota informal de valores” que era direcionada ao estado de Minas Gerais.
No entanto, só deputados e senadores em exercício podem indicar emendas parlamentares (leia mais abaixo).
Em 2026, Cunha anunciou que voltará a disputar uma vaga de deputado federal, agora por Minas Gerais. O estado, segundo o político, é a “síntese do Brasil” devido à diversidade e à divisa com outros estados.
Ele atuou na Câmara por quatro mandatos, de 2003 a 2016, pelo Rio de Janeiro, seu estado natal. Cunha teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, após ser acusado de mentir à CPI da Petrobras quando negou ser titular de contas no exterior.
Também chegou a ser preso em 2016 e condenado no contexto da Operação Lava Jato, que apurou desvios na Petrobras. O político, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ficou detido em Curitiba e no Rio de Janeiro. Em 2023, o STF anulou a condenação de Cunha.
O ex-deputado também chegou a ficar inelegível após a cassação na Câmara, mas a Justiça suspendeu a resolução por entender que houve vícios no processo — segundo Cunha, os dados obtidos para basear a acusação de que ele tinha contas ocultas no exterior foram obtidos ilegalmente.
Cunha voltou a tentar uma vaga na Câmara nas eleições de 2022 por São Paulo, mas não se elegeu. Ele recebeu 5.044 votos naquela ocasião.
Já a filha dele, Dani Cunha, recebeu 75,8 mil votos e foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro. Atualmente, ela é filiada ao PL.
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Eduardo Cunha em foto de arquivo — Foto: Eraldo Peres/AP
Entenda a investigação
O ex-presidente da Câmara é alvo da mesma investigação que levou ao bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, por indicação irregular de emendas.
A indicação de emendas é uma atribuição de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Cunha usou os serviços da servidora Mariângela Fialek, a Tuca, para direcionar “recursos conforme seus interesses”.
A defesa de Mariângela diz que a sua atuação era “estritamente técnica, apartidária e impessoal” (leia na íntegra abaixo).
As medidas ocorrem após uma manifestação da PF, apresentado no âmbito da Operação Transparência, realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara como alvo.
A decisão do ministro Flávio Dino afirma ainda que, “das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação.”
Dino destacou, no entanto, que o político nunca teve vinculação política com o estado de Minas. “Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução.”
Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais.
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Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte em 2 de junho de 2026 — Foto: Reprodução/Instagram
O que dizem os investigados
Defesa de Eduardo Cunha
“A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação.
Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens.
Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário.
Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.
Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.
Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha.
A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.”
Defesa de Mariângela Fialek
“MARIANGELA FIALEK é advogada formada pela PUC/RS e é mestra em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Profissional experiente e sem histórico de vinculação partidária, integrou o Poder Executivo por quase uma década, tendo inclusive desempenhado a função de Assessoria na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no Governo Lula, no ano de 2003.
Também ocupou a Subchefia de Assuntos Parlamentares no Governo Temer e foi assessora parlamentar do Ministério de Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro.
Trabalhou no Senado da República por 10 anos, desempenhando a função de assessoria jurídica da Liderança dos Governos Lula e Dilma.
Trabalha na Câmara dos Deputados há aproximados 6 anos e ocupava cargo em comissão do Gabinete da Presidência (CNE 07 – assessor técnico1), desempenhando suas funções na organização técnica do orçamento.
Nessa condição, era responsável tecnicamente pela organização das emendas parlamentares, nos exatos termos do que decidido pela Presidência da Casa e por todos os líderes partidários indistintamente (Colégio de Líderes).
Sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal, nos exatos termos do que dispõe a LC 210/2024, editada em cumprimento às decisões do Supremo Tribunal Federal.
Cumpre mencionar que todo material de trabalho de MARIANGELA FIALEK é público, e que todas as informações dali constantes, sobre indicações de emendas, são encaminhadas à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, onde podem também ser encontradas, além de serem publicadas no Portal da Transparência, tal como determinou o Supremo Tribunal Federal.
Finalmente, importante mencionar que não se atribui à MARIANGELA FIALEK a prática de nenhuma irregularidade funcional ou criminal.
O OBJETIVO da Polícia Federal é acessar informações relacionadas à função que exerceu na Câmara dos Deputados, relativas às indicações, por Deputados, de verbas de emendas. Tais informações, registre-se, hoje já são públicas.”
Pronto! Estralei🫵👊😡👎🚧🤮🤢🤧
👉🏻🦎🦎🦎”Aqui não lagartixa🦎🦎🦎! Aqui é azulejo… aqui você escorrega!🦎🦎🦎🫵🏻👊🏻”
👉📢👍🔍🕵🚨” Só sei uma coisa: as notícias
me persegue”.
👉✍👍Se não está no Portilho…. 🚀Não está no mundo 🌍🚀”.
Por: José Maria Portilho Borges (Jornalista)- MTB: 18.144/MG.















