Minha querida mãe, Maria Carmelina Martins
Hoje fazem 7 dias que tive que dizer adeus sem poder me despedir.
Ainda estou atordoado e perdido, mas sinto sua presença em meu coração e em meus pensamentos.
Nossa história nunca foi feita de grandes palavras, mas de presença, confiança e cuidado verdadeiro.
Em todos os momentos da minha vida, bons ou difíceis, você esteve ali — firme, do seu jeito — sendo meu refúgio, a pessoa com quem eu sempre podia contar.
Nosso lar era o lugar para onde eu sempre soube que poderia voltar.
Você, Maria Carmelina Martins sempre foi a pessoa em quem mais confiei, aquela que me conhecia além de qualquer fase, além de qualquer erro ou conquista.
Entre nós nunca precisou haver explicações, porque o nosso vínculo sempre falou por si.
Parte de tudo o que sou hoje carrega suas marcas: a força para continuar, a coragem para recomeçar e a vontade de construir uma vida digna, passo a passo.
Sei que você via isso, e isso sempre me bastou.
Não penso como se fosse o fim, porque aquilo que é verdadeiro não termina.
Permanece na forma de lembrança, de ensinamento e na certeza tranquila de que seguimos ligados, independentemente do tempo ou da ausência.
Siga e descanse em paz, minha querida e amada mãezinha. Nunca vou deixar de sentir sua falta, mas vou ficar bem.
Vou ser forte, com a mesma confiança de sempre, sabendo que o nosso laço continua inteiro dentro de mim.
Te amo para sempre.
Seu filho,
Jean Carlos.